Após retração, consumo de chocolate na Páscoa cresce entre os brasileiros


Bons índices são puxados por aumento nas vendas de chocolates regulares, principalmente caixas de bombons

Após retração em 2017, a Páscoa do ano passado trouxe novas oportunidades ao mercado. O consumo de chocolates e ovos mostrou recuperação em 2018, atraindo novos compradores no período. De acordo com dados da Kantar Worldpanel, mais 37 milhões de lares compraram chocolates durante os meses de março e abril de 2018.

 

Ovos de Páscoa e chocolates juntos tiveram uma penetração de 67,4% dos domicílios em 2018 versus 62,8% no ano anterior. Apesar de ainda não ter recuperado os patamares de 2014, o crescimento se deu principalmente pelo consumo dos chocolates regulares, que conquistaram +3,2 milhões de novos domicílios no período, enquanto os ovos de Páscoa, apenas +840 mil, mantendo o consumo relativamente estável e ainda muito abaixo dos anos anteriores.

 

Isto porque para manter a tradição, as famílias fazem escolhas mais racionais e buscam novos caminhos como “smart shoppers”. “A compra de chocolates no período já é uma tradição entre os brasileiros. Independentemente do formato da guloseima, ela marca presença de uma forma ou de outra nos lares. Uma das saídas encontradas pelos consumidores é mixar chocolates e ovos para manter o consumo, já que, por exemplo, o preço médio por quilo da caixa de bombom é de R$ 26,30 versus R$ 122,60 do preço médio por quilo do ovo, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e Consumer Insights da Kantar Worldpanel.

 

O levantamento mostrou que a mudança de comportamento foi sentida em alterações nos formatos consumidos e nos pontos de venda. A caixa de bombons sortida foi a estrela, contribuindo sozinha com 21% do crescimento dos 31% da categoria na Páscoa 2018. Também contribuem positivamente os tabletes regulares (3%), snacks (2%) e cobertura (2%). Em termos de canais, quem se destaca são presentes, que contribuem com 23% deste crescimento.

 

Neste cenário, total ovos contribui com uma retração de 0,4%, e o único canal que cresce é a chocolateria – supermercados perderam espaço no segmento.

 

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